Economia

Governo quer elevar a mistura do etanol à gasolina de 27,5% para 30%

Um dos eixos do programa Nova Indústria Brasil (NIB), lançado nesta segunda-feira (22) pelo governo federal, prevê que uma das prioridades será o desenvolvimento do setor de bioeconomia e transição energética. O plano foi lançado durante reunião do Conselho Nacional do Desenvolvimento Industrial (CNDI), no Palácio do Planalto.

A meta do governo é promover a indústria verde reduzindo em 30% a emissão de CO2 por valor adicionado do PIB da indústria. Assim, quer ampliar em 50% a participação dos biocombustíveis na matriz energética de transportes, e aumentar o uso tecnológico e sustentável da biodiversidade pela indústria em 1% ao ano.
Em sua apresentação, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), explicou que para os combustíveis a meta é ampliar para 15% a mistura de biodiesel no diesel em 2025, e elevar a mistura do etanol à gasolina de 27,5% para 30%.

Em dezembro, o governo federal decidiu aumentar, a partir de março de 2024, a mistura obrigatória do biodiesel nos combustíveis para 14%. Atualmente, há 12% de biodiesel em cada litro de diesel vendido nos postos de combustíveis brasileiros.

Por isso, segundo Alckmin, haverá investimento para desenvolvimento e implementação de sistemas de propulsão a biocombustíveis, elétrica, híbrida e demais combustíveis que reduzam a emissão em relação à gasolina, ao diesel e ao querosene de aviação.

Além disso, serão financiadas frentes para veículos associados a soluções sustentáveis e inteligentes com redução de emissões, incluindo, aeronáuticos e marítimos.

Essas ações fazem parte de um programa de Lula que pretende investir até R$ 300 bilhões no setor da indústria até 2026, quando termina o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A nova política industrial é alvo de críticas do setor.

Além dos R$ 106 bilhões anunciados na primeira reunião do Conselho Nacional do Desenvolvimento Industrial (CNDI) em julho de 2023, foram incorporados R$ 194 bilhões provenientes de diversas fontes de recursos.

O plano menciona a disponibilização de recursos financeiros por meio de linhas de crédito, subvenções governamentais e subsídios para viabilizar a execução de propostas. Contudo, não foram fornecidas informações como essas medidas serão ajustadas às regras fiscais. Por O Tempo